Due diligence vs KYC — qual a diferença e quando usar cada um
KYC valida cadastro. Due diligence avalia risco. Entenda onde cada processo começa e termina, e por que confundir os dois custa contrato.

TL;DR
- KYC = identificação cadastral mínima. Confirma *quem é* a contraparte.
- Due diligence = avaliação de risco aprofundada. Confirma *se vale contratar*.
- Toda DD inclui KYC; nem todo KYC vira DD. Confundir os dois custa contrato.
O que é KYC
KYC, do inglês *Know Your Customer* — ou, no caso de fornecedor, *Know Your Supplier* — é o conjunto mínimo de verificações cadastrais que confirma que a contraparte existe, está apta a contratar e é quem diz ser.
- CNPJ ativo na Receita Federal
- Razão social, nome fantasia e CNAE coerentes com o objeto do contrato
- Quadro de sócios e administradores (QSA)
- Endereço fiscal confirmado
- Documentos básicos
Para o setor financeiro, KYC é obrigatório por força de lei e tem padrão reforçado para PEPs. Para fora do setor financeiro, é boa prática de qualquer onboarding sério.
O que é due diligence
Due diligence é a investigação aprofundada que vai além do cadastro — avalia risco. Inclui o KYC como ponto de partida e sobrepõe quatro camadas:
- Sanções e idoneidade — CEIS, CNEP, CEPIM, TCU, CEAF e sanções setoriais.
- Litigância — processos relevantes via DataJud, recuperação judicial, falência e ações criminais empresariais.
- Grupo econômico — controladoras, controladas, coligadas e sócios em comum.
- Síntese e parecer — matriz de risco e recomendação.
Onde KYC responde "essa empresa existe?", due diligence responde "vale a pena contratar?".
KYC vs due diligence — lado a lado
| Aspecto | KYC | Due diligence | |---|---|---| | Pergunta-chave | Quem é? | Vale contratar? | | Profundidade | Cadastral | Risco | | Fontes mínimas | Receita, contrato social, QSA | Sanções, DataJud, TCU e grupo | | Saída | Ficha cadastral validada | Relatório com matriz e parecer | | Responsável típico | Onboarding / cadastro | Compliance / jurídico | | Custo médio manual | 15-30 min | 2-6 horas | | Quando basta sozinho | Compras pontuais de baixo valor | Não basta — precisa do KYC dentro |
Matriz: quando cada um basta
- Só KYC basta: compra pontual de pequeno valor, fornecedor recorrente já validado nos últimos 12 meses, contraparte da mesma cadeia logística com histórico estável.
- KYC + due diligence: contrato acima do limiar interno, fornecedor crítico, contratação com a Administração Pública, contraparte estrangeira, M&A, parceria com exposição reputacional.
- Due diligence reforçada: setor regulado, exposição internacional, ato lesivo recente no setor, alertas prévios em consulta básica.
Erros que confundir os dois custa
- Aceitar KYC como se fosse due diligence.
- Pular o KYC dentro da due diligence.
- Tratar KYC como evento único.
- Documentação fraca.
Como aplicar com a Lupa.law
A due diligence de CNPJ da Lupa implementa a sequência completa: KYC na etapa 1, sanções e litigância em paralelo, grupo econômico opcional, parecer com matriz de risco. Para entender o método ponta a ponta, veja o passo a passo de due diligence de fornecedor.
Perguntas frequentes
Lupa.law cruza CEIS, CNEP, CEPIM, TCU e DataJud em uma busca
Cada relatório consulta as fontes oficiais em paralelo, classifica risco e cita a fonte por linha. Teste Solo Founder por 7 dias, sem cartão.